Em 5 de dezembro, as duas marcas Toyota GAZOO Racing e Lexus divulgaram simultaneamente notícias de grande impacto, trazendo não só o GR GT, um "quase-carro de corrida" legalizado para uso na estrada, mas também fazendo o clássico superesportivo LFA retornar ao olhar do público na forma de um carro conceito totalmente elétrico.

O GR GT posiciona-se como um esportivo de topo de linha, adota layout de motor dianteiro e tração traseira, equipado com um sistema híbrido composto por motor 4.0T V8 biturbo e motor elétrico, com potência estimada ultrapassando 640 cavalos e torque superior a 850 N·m, combinado com cárter seco e componentes de transmissão em fibra de carbono, configurando claramente uma postura de "carro de corrida de rua".

A versão GR GT3, apresentada no mesmo palco, está ainda mais armada até os dentes, com amplo kit aerodinâmico e interior de leveza extrema, mirando diretamente a competição em pista.

O mais surpreendente é o conceito Lexus LFA. Como outrora representante dos superesportivos japoneses, o novo LFA não deu continuidade ao mito do V10, mas sim migrou para uma arquitetura totalmente elétrica. O visual, ao herdar as clássicas linhas baixas, incorpora mais simplicidade e senso tecnológico da era elétrica, e o interior também caminha para um minimalismo orientado à condução, eliminando a tela central independente, com tudo girando em torno do motorista.

Comentário rápido:
Esta "ofensiva dupla" da Toyota traçou claramente duas rotas tecnológicas: de um lado, usar o híbrido para dar continuidade à paixão de condução dos veículos de alto desempenho a combustão; do outro, reiniciar um clássico com eletricidade pura, explorando uma nova forma de superesportivo. Para o consumidor, o GR GT talvez se torne a nova escolha daqueles que desejam tanto força de pista quanto uso diário; já o conceito LFA elétrico prenuncia um futuro silencioso, porém violento. Não é preciso decretar heróis prematuramente, mas é certo afirmar — as jogadas do Grupo Toyota no campo de alto desempenho estão cada vez mais ousadas.